A profundeza da vida e a profundeza materna

Mães humanas, Mãe Divina, Mãe Terra.

Quantas mães cercam nossas vidas? Quantas fontes de nascimento, nutrição, alento, energia e força possuímos em toda nossa vida, desde o nascimento até a morte?

Muitas mais do que o senso comum costuma pensar.

O Tantra, sabedoria milenar, nos convida a reconhecer a amplitude do conceito de maternidade.

Deus, nas tradições tântricas hindus, possui uma representação feminina, assim como a masculina, sendo ambas complementares uma da outra. Estamos falando de Shakti e Shiva.

Shakti, terapia tântrica e mãe

Shakti é a representação do aspecto feminino de Deus. É a energia que se manifesta nos Cosmos, desde as frequências mais básicas e densas até as frequências mais sutis. Shakti é expansiva, inquieta, dinâmica. Shakti é o que faz a Vida e a Existência terem Forma.

Pensando no microcosmo, em um atendimento terapêutico tântrico, por exemplo, o terapeuta assume, perante a cliente, o papel de Shakti, acolhendo a pessoa com atenção, responsabilidade, pureza, assumindo por um período de tempo definido, a função de nutrir, de oferecer energia de expansão e crescimento.

Ser terapeuta é ser um pouco mãe, tanto no momento de acolher e não julgar, como também  no momento de chamar atenção e alertar.

Celebrar a Vida é também celebrar as mães, em todas as dimensões imagináveis e possíveis.

Que a Maternidade imbuída do conceito tântrico se expanda cada vez mais na consciência das pessoas!

Namastê

Artur Grossi – Terapeuta Tântrico