Da série dos ditados populares que gostamos de compartilhar por aqui, e que nos trazem muito aprendizado, começamos esta reflexão com mais um deles: “antes só do que mal acompanhado.”

É possível estar bem sozinho, sem passar o tempo todo buscando por um parceiro(a)? Como aceitar que a sua própria companhia pode ser positiva, mesmo em dias de solidão e tristeza profunda?

O relacionamento é a soma de interesses e parcerias em comum, além do amor, que norteia a vida de um casal. No entanto, para uma história a dois começar a ser contada, antes de qualquer outro sentimento, é necessário exprimir desejo pelo outro.

E, como incentivar o desejo do outro, se nem você mesmo acredita no seu potencial?

Fala-se aqui do desejo no intelecto e na aparência física também, características comuns que buscamos em um parceiro(a). Quando estimulamos e cuidamos da nossa autoestima, não significa que temos que nos sentir superiores e perfeitos. Pelo contrário: aceitamos nossas imperfeições e vivemos em tranquilidade com elas.

Estar bem consigo mesmo envolve apostar em um processo diário de aprendizado. É saber investir em autoconhecimento. É dar chance a novos conhecimentos, a fazer um curso novo, a ver um filme, a ler um livro, a passear por um lugar da sua cidade que você nunca foi, a se dedicar a um esporte: é valorizar a SUA vida, que só depende de você para ser aproveitada em sua magnitude.

Saber compreender que, estar sozinho “não é o fim do mundo” é ter maturidade para avaliar quais os ganhos de um relacionamento. Somente você é capaz de avaliar o seu relacionamento por completo e se ele é uma união de forças e parceria, ou apenas um status de relacionamento no Facebook.

O silêncio pode nos contar verdades

Já parou pra pensar que, muitas vezes, quando enfrentamos um desafio difícil, podemos escolher encará-lo e buscar uma solução, mas outras vezes acabamos “fugindo” de uma reflexão, porque achamos que não vamos saber solucioná-lo? É o que acontece quando você tem medo de ficar sozinho e acaba adiando um término de um relacionamento.

Ficar sozinho, muitas vezes, pode ajudar no processo de autoconhecimento, ajudando a ter mais segurança e confiança.

Quando estamos insatisfeitos em um relacionamento (e o motivo é somente o medo de ficar sozinho), o silêncio pode ser a chave primordial para minimizar o sofrimento. O silêncio também pode ser importante para quem não consegue enxergar felicidade se não estiver em uma vida a dois.

É com o silêncio, em um momento com você mesmo, que será possível refletir sobre as suas escolhas, dando mais valor à sua vida e às suas conquistas. Processos terapêuticos podem ser fundamentais nesta busca.

 

“O silêncio também fala, fala e muito!

O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham.”

com Osho