A Lei da Atração começou a ser, formalmente, descrita na literatura no início do século XX, por parte de autores da linha do movimento do Novo Pensamento e da Teosofia, nos Estados Unidos. O conceito original descrevia uma força misteriosa, que conduzia objetos ao seu destino final, como se ambos estivessem ligados por um ente intangível, a força da atração entre eles. O movimento do Novo Pensamento destacou, ainda, o poder do pensamento sobre a matéria.

Ao longo do século XX e XXI, esse conceito foi tomando corpo e, em uma perspectiva mais atual, pode-se dizer que a Lei da Atração intitula que tudo que ocorre na vida de cada pessoa é de sua responsabilidade. Nesse sentido, não há acaso, nem sorte e sim a manifestação da atração entre a pessoa e aquilo que ela emana e, atrai para o seu contexto físico, tridimensional.

O lançamento do filme e do livro O Segredo (The Secret), em 2006, colocou a Lei da Atração em destaque. Neles, essa lei aparece como o grande “segredo” para se alcançar o que se deseja na vida. Claro que nem tudo são flores, algumas associações médicas e entidades científicas auferiram críticas pesadas  em relação à lei.

Segundo as mesmas, não há comprovação empírica sobre dos efeitos da Lei da Atração e por isso mesmo, ela não é uma lei científica, tal como os princípios da termodinâmica, por exemplo. Além disso, alguns profissionais da área da saúde ressaltam que a lei pode gerar uma “culpabilização” das vítimas, o que pode encadear um processo deletério para pessoas com transtornos mentais e psicológicos.

Todo esse debate sobre a Lei da Atração pode parecer distante para a vida da maioria das pessoas. Esse post vem para ajudar a clarear isso e responder algumas perguntas como, por exemplo:

“Tudo bem, mas e daí? O que isso tudo significa para mim? Uma pessoa com uma vida normal, que não passa o dia todo meditando no Himalaia, nem tem nenhum poder paranormal? Eu posso me usar a Lei da Atração na minha vida cotidiana?”

Desejos x necessidades: a história de Joana

Vamos lá. Vamos refletir sobre isso, contando um caso cotidiano.

Hoje, vamos falar da Joana. Ela tem 22 anos e acabou de formar na faculdade. Fez contabilidade. Por quê? Fez um teste vocacional que indicou esse curso e não sabia direito o que queria fazer. Formou e o pai conseguiu um emprego para ele no escritório do tio do seu vizinho.

Antes disso, ela havia ficou 8 meses sem emprego em casa, andando de pijama o dia todo e bateu uma “deprê”. Pensou que fosse ficar desempregada para sempre! Seu pai também pensou isso!

Então, esse emprego era muito importante para ela, afinal, ela não sabia se seria capaz de arrumar outro, algum dia na vida. Ela não podia perder esse emprego de jeito nenhum.

Mas, ela não gostava do emprego.

Passava os dias pensando em como seria legal ser “aquele colega de trabalho, que sempre quis ser contador e trabalhava naquele escritório desdo 1º período da faculdade”. Foi estagiário, depois promovido para trainee, depois analista júnior e agora era coordenador de área. Ela queria ser como ele. Só tinha um problema: ela não tinha nada a ver com ele!

Para começar, ela não gostava de contabilidade. Ela também não gostava muito de gerenciar pessoas. Era do tipo de pessoa que gosta de ficar concentrada no seu próprio trabalho. A única coisa que ela gostava mesmo era de ter um emprego.

Numa sexta-feira, após o trabalho, foi se encontrar com uns amigos da faculdade. Muitos estavam desempregados, fazendo bicos apenas. Um grupinho decidiu fazer um mochilão pela Ásia (bem mais barato do que a Europa). Joana sempre quis conhecer a Ásia. Já tinha ido viajar na América do Norte e gostou, mas tinha vontade de conhecer um mundo diferente, conhecer o que mais o homem fez há milhares de anos que não está nos livros, nem no Google.

Esse desejo acendeu uma luzinha dentro dela e, de repente, aquele alívio por estar empregada, não foi mais suficiente para mantê-la com a cabeça no trabalho. Ela estava lá presencialmente, mas cada dia mais começou a sonhar acordada com esse mochilão que ela não poderia fazer. Não tinha dinheiro, nem poderia tirar férias naquele período. Também não queria perder o emprego. Ficar desempregada foi muito ruim para ela e sua família não iria suportar tê-la em casa full time, novamente. Ela também não sabia se iria arrumar outro emprego na vida, então, não poderia perder esse emprego de jeito nenhum.

As coisas, no escritório, iam bem. Novas contratações aconteceram e Joana agora tinha uma nova chefe, que ainda não conhecia. Perdida nesse dilema interno; emprego versus mochilão, Joana esqueceu da primeira reunião de equipe com a nova chefe. Então, a chefe a chamou para uma reunião particular. Lá chegando, a nova chefe, Alícia, se lembrou de Joana.

Alguns anos antes, Joana, que acabara de tirar carteira, bateu no carro de Alícia, em frente a uma placa de pare. Joana ficou paralisada e com vergonha. Não conseguiu descer do carro. Seu pai que estava com ela no dia, desceu e resolveu tudo com Alícia. Ela nunca se esqueceu da falta de atitude de Joana, que foi demitida na semana  seguinte.

Assim, de repente, aquilo que Joana mais tinha medo aconteceu e não havia nada que ela podia fazer a respeito. Ela ficou mal em casa, na “deprê” mesmo e sem saber o que iria fazer da vida.

O escritório de contabilidade, em que ela trabalhava, concedeu algumas sessões com um coach focado na recolocação profissional de Joana.  Nesse processo, Joana foi entendendo o que havia acontecido com ela e percebendo que não estava realmente presente naquele emprego.

Percebeu, também, que ainda não sabia o que queria fazer da vida e que experiências internacionais fariam bem para o seu currículo. Daí, usou a verba da sua rescisão para fazer o mochilão com os amigos e aproveitou para fazer um curso tecnológico na Índia.

No caso de Joana, aquilo que ela mais queria também aconteceu.

Como potencializar a Lei da Atração

A Lei da Atração na vida real é mais ou menos assim. Acontece muitas vezes em um nível inconsciente ou de maneira menos clara. Pode ser que, você esteja focando a sua atenção, mesmo sem querer, em pensamentos obsessivos, que potencializam aquilo que mais queremos ou, pode ser que aquilo que queremos pareça um sonho tão distante, que não acreditamos nele de verdade e daí, ele perde a força.

Na vida real, essa lei pode se parecer mais com uma trilha de migalhas, bem pequeninas que vai guiando os filhotes de passarinhos de volta ou ninho ou para um penhasco. É uma sequência de pequenos atos, quase imperceptíveis, que vão gerando um rastro, rumo aquilo que mais dedicamos tempo.

Bom, pode ser então que você se pergunte: “É possível alcançar aqueles resultados fantásticos relatados no filme O Segredo, simplesmente usando a Lei da Atração?”.

Isso aí, já depende de cada um, da sua história de vida, destino, enfim. O que é possível, mesmo, é potencializar os efeitos da Lei da Atração no seu dia a dia.

Dedique tempo olhando para dentro. Primeiro, para esvaziar a mente. Jogue na lixeira aquilo que não serve mais. Medite e, assim, de cuca fresca comece a focar a sua atenção e concentração naquilo que você realmente deseja. A partir desse ponto, comece a agir de acordo com aquilo que você almeja. Tome pequenas atitudes fora da curva comportamental, rumo ao seu sonho. Você quer mudar de vida? Então, vai lá! Corre atrás. Levante todo dia com isso em mente. Dedique tempo, muito tempo, tutano e suor para essa mudança que você deseja. A Lei da Atração não vai fazer entrega na sua casa via Uber Eats.

Milagres acontecem para quem acredita neles. Tenha fé em você e permita que essa emanação de quem você é transpareça nas suas ações. Não se preocupe se seu sonho está distante, o que importa é intencionar de coração limpo e agir, mesmo que sejam com pequenos os passos, sempre.

Caminhe e, se cair, se levante. Permaneça no seu caminho e deixe o medo para lá. Olhe para as estrelas e se lembre de que sonhamos juntos.

Estamos juntos,

Dhyan.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *