Sempre me preocupei com a alimentação. Sabia que, de alguma forma, aquilo que ingerimos – e que a partir daí começa a fazer parte do nosso corpo –, estava ligado à saúde. Estudando medicina, pude verificar que vários alimentos estão relacionados ao aparecimento e agravamento de certas doenças.

Há pouco tempo, começamos a usar probióticos (bactérias que colonizam nosso intestino) como terapia auxiliar de diversas doenças inflamatórias da pele. Essa curiosidade me levou a obter mais esclarecimentos sobre o que mais afeta ou promove nossa saúde, nosso bem estar, e me fez buscar cursos e especializações em medicina integrativa.

Já há um bom tempo sabemos que a alimentação é um dos principais determinantes da saúde. A novidade, ao se tratar de nutrição, é a descoberta que o que ingerimos “conversa” com o nosso corpo – e até mesmo com o nosso DNA: é a chamada Nutrigenômica!

Como a alimentação influencia nas expressões genéticas?

Até há algum tempo, acreditávamos ser escravos de nossa genética: se alguma informação estivesse presente em seu DNA, você fatalmente, em algum momento, desenvolveria aquela condição. Sabemos agora que a expressão de informações genéticas são sensíveis ao meio ambiente em que vivemos, bem como à alimentação, prática de atividade física e exposição à poluição, por exemplo.

A alimentação é um dos principais fatores que modulam essa expressão. O alimento tem o poder de “ligar” e “desligar” alguns genes, silenciando expressões de condições desfavoráveis e potencializando a expressão de condições favoráveis ao nosso corpo. A Nutrigenômica estuda, portanto, a influência da dieta na expressão dos genes.

Essa corrente de estudos demonstra também que as pessoas são únicas em relação à alimentação. Ninguém é igual, e não podemos saber -ainda- de maneira exata o que cada indivíduo necessita para atingir sua saúde máxima.

Dessa forma, um alimento que é benéfico para uma pessoa pode não fazer bem à outra, ainda que o mesmo seja considerado saudável. Os principais modelos de dieta são baseados na população em geral.

Quais são os benefícios da nutrigenômica?

Com a nutrigenômica, as orientações dietéticas poderão ser individualizadas e, dessa forma, mais assertivas em relação à promoção da saúde e à prevenção de doenças.

Já existem alguns testes genéticos para se verificar a sensibilidade à influência de certos alimentos como a cafeína, por exemplo. Mas a simples auto observação também é importante: se você não se sente bem, tem distensão abdominal, náuseas ou algum outro sintoma sempre que entra em contato com determinado alimento, isso pode ser um sinal de que seu corpo não “conversa” bem com ele.

Uma boa alimentação deve ter alimentos variados, de preferência orgânicos e não processados, sem corantes, aromatizantes ou edulcorantes. Deve-se ter em mente que não existem alimentos milagrosos, e que a atitude no momento de comer também é importante. Comer sem culpa, com moderação, atento ao momento, ao sabor e textura dos alimentos também faz diferença em como o corpo recebe o alimento e interage com ele!

 

Gostou desse conteúdo? Compartilhe em suas redes sociais!