O paradigma holístico: um reencontro universal entre as ciências e as tradições de sabedoria

O paradigma holístico como proposta de um reencontro universal entre as ciências e as tradições de sabedoria

Holismo, do grego holos que significa inteiro ou todo, é a ideia de que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes.

Aristóteles, na sua Metafísica, resumiu este conceito como: O todo é maior do que a simples soma das suas partes. Vê o mundo como um todo integrado, como um organismo.

O corpo adoece

As terapias holísticas buscam atuar no sistema energético da pessoa, visando o equilíbrio vibracional, para, posteriormente, alcançar mais benefícios. Outras terapias, aparentemente, têm atuação física, mas ajudam a alcançar equilíbrio emocional e espiritual, não é concentrada somente nos sintomas físicos, mas, principalmente, na origem deles, já que, para elas, o tratamento deve começar de dentro para fora, e não de outra forma.

Quando o ser humano está em harmonia, a saúde também está. Porém, quando ela sai do seu eixo, o organismo sofre de várias formas , podemos dizer que quando há desequilíbrio da energia vital.

A doença aparece.

Paradigma holístico

Eu gosto de dizer que toda avaliação holística começa com o despertar da consciência, que é um processo de alcance da autoconsciência, quando o ser humano não se coloca no centro das coisas, nem dá aos outros essa missão.

É o momento que nos reconhecemos como parte do todo e, ao invés de se colocar como vítima do mundo, o individuo é mais capaz de assumir sua responsabilidade diante da situação e passa pela dor com sabedoria.

Penso então que, toda técnica que não se limite somente ao processo da doença, que se proponha a atuar em busca da promoção da saúde e da manutenção deste estado de equilíbrio, é uma forma de exercer saúde.

A medicina que não enxerga que existe um ser que é influenciado pelos seus pensamentos, sentimentos, pelo ambiente onde vive, por suas experiências ao longo da vida, tudo isso forma o que ele é, e revela os problemas que ele tem hoje, está perdendo a oportunidade de fazer mais pelo próximo.

As pessoas estão cansadas de uma visão fragmentada do ser, que o aprisiona a problemas que se repetem em sua vida. A quebra deste ciclo vicioso não precisa sempre vir em forma de um sofrimento intenso para então impulsionar a buscar a mudaça.

Então de pergunto: até quando teremos medo de enfrentar o desafio da inteireza? Ousaremos conspirar por um ser humano cada vez mais integral, vinculado na dimensão multiconectada do saber e do amor? Arriscaremos saltar para o que parece ser desconhecido, afirmando o viver evolutivo?

Fernando Pessoa respondeu:

“Para ser grande, sê inteiro; nada teu exagera ou exclui. Sê todas as coisas. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha. Porque alta vive.”

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