Gerenciar o uso de medicamentos, sabiamente, é um dos pontos-chave para uma boa saúde. O perigo de ser ter uma mini farmácia ao alcance das mãos pode estar associado a diversos desequilíbrios de ordem física, mental e espiritual, especialmente por saber-se que, em praticamente todos os casos, os remédios têm efeitos colaterais.

Neste artigo busco esclarecer os efeitos negativos que podem surgir ao fazer uso de um remédio em excesso e a importância da autoconsciência no uso de medicamentos.

Quais os prejuízos de se tomar muitos remédios?

Aqui, não se pretende discutir a importância da medicação, pois é consensual: a indústria farmacêutica, apesar das críticas existentes, desenvolveu medicamentos responsáveis por avanços na saúde e aumento da expectativa e qualidade de vida.

Entretanto, ainda que os benefícios sejam diversos, o uso indiscriminado, muitas vezes sem prescrição ou acompanhamento de profissional habilitado, é ocasiona diversos problemas.

A priori, é importante pensar que remédios servem para remediar ou sanar um incômodo. À medida que você se habitua a atenuar ou reparar uma dor, você se distancia da busca interior pela causa real, e isso te distancia da cura efetiva e duradoura.

Além disso, não é novidade dizer que os medicamentos têm efeitos colaterais. Uns mais intensos e outros mais brandos, mas consequências negativas devido ao uso de remédios é uma realidade. Esta possibilidade se agrava ainda mais – e de forma significativa-, quando se toma muitos remédios concomitantemente ou se ocorre automedicação.

Alguns dos malefícios que a ingestão de muitos medicamentos podem ter são o desenvolvimento de bactérias mais resistentes, hipersensibilização (sentir dor com estímulos cada vez menores), prejuízos ao funcionamento do fígado e rins, criação de dependência, além de mascarar sintomas muitas vezes importantes para que o diagnóstico correto seja feito.

Uma das principais razões que justificam que esse tipo de comportamento seja tão comum é a visão fragmentada da saúde. Poucos são os profissionais da saúde que têm uma visão holística do ser humano e aplicam essa abordagem de forma a tratar o indivíduo como um todo, ativo, na busca da cura dos desequilíbrios, como é o caso das terapias holísticas e medicina integrativa.

A importância da autoconsciência no uso de medicamentos

Quando estamos em equilíbrio, internamente e com o ambiente ao nosso redor, dificilmente adoeceremos. A estabilidade física, mental e espiritual dita o quão próximo de nossa essência estamos e, nesse estado, não é necessário o uso de medicamentos para a cura das doenças. Isso ocorre pois parte-se do pressuposto de que temos tudo o que precisamos para alcançar novamente o equilíbrio perdido.

A busca por remediação dos desconfortos muitas vezes diminui o nível de consciência do indivíduo, pois intensifica a busca pelo cessar da dor e não a identificação do que levou a essa dor.

Tenha um tempo para se dedicar à autoconsciência e autoconhecimento. É necessário refletir sobre os por quês e possibilidades de curas internas para que o hábito de tomar remédios não seja banalizado e traga tantos prejuízos à saúde.

O problema, portanto, não está na utilização de medicamentos, e sim em utilizá-los sem consciência e/ou acompanhamento médico responsável. Busque se conhecer antes de se medicar! Preste atenção aos pequenos sinais do seu corpo: eles podem dizer muito!

Tem alguma dúvida ou sugestão sobre como mudar o hábito de tomar remédios? Vamos bater um papo nos comentários?