Por que escolhi me especializar em Diagnóstico e Terapia Mecânica?

por Corina Pittella

Vou lhe contar um pouco de história, para que possa compreender minha escolha.

A origem do Mechanical Diagnosis and Therapy (MDT)

O Método McKenzie ou Mechanical Diagnosis and Therapy surgiu há pouco mais de meio século. O responsável foi o neozelandês Robin McKenzie.

Este exímio Fisioterapeuta nasceu em 1931, em Auckland (Nova Zelândia) e se formou em Fisioterapia em 1952. Foi através de observações e estudos clínicos, iniciados em meados da década de 50, que ele começou a descrever o fenômeno depois denominado de centralização.

Um certo dia, um homem do campo, chamado Smith chegou à clínica de Robin com muita dor na coxa direita. Essa dor vinha acompanhando este senhor há alguns dias e não parava. Robin o deixou aguardando em sua sala e não notou que este paciente ficou deitado de bruços em uma mesa de exame, cuja cabeceira estava elevada.

Quando voltou, Robin McKenzie se espantou, por causa da posição na qual o seu paciente estava. Manteve a calma e pediu que ele se levantasse. Para espanto de ambos, Sr. Smith não tinha dor na coxa. Robin pediu que ele andasse pela sala e, admirado, o paciente disse: “não sinto dor em minha coxa!”. Agora tinha apenas dor nas costas.

Robin observou, coçou a cabeça e, então, decidiu pedir para o Sr. Smith voltar para casa e fazer aquela posição de um dia para o outro. Após alguns dias, o paciente não tinha mais dor alguma e havia restaurado completamente a sua função para andar e trabalhar no campo, podendo curvar e agachar sem dor.

Daquele momento em diante, Robin experimentou o procedimento com outros pacientes. Descobriu também que, alguns movimentos, ou posições, tinham efeito sobre os sintomas e então começou a registrar o que ocorria. Dessa forma, iniciou-se todo o processo em torno do que é hoje este sistema chamado “Mechanical Diagnosis and Therapy” – MDT.

Como funciona o MDT

O MDT consiste na avaliação do paciente, observando o comportamento dos seus sintomas, através de testes de posições ou movimentos. O objetivo é compreender como a dor ou outros sintomas são produzidos ou aumentados, e como estes poderão ser tratados de forma permanente.

Através da observação dos resultados do exame físico, o fisioterapeuta, especializado no método, pode determinar qual é a classificação do paciente, qual será o seu tratamento específico, bem como qual será a expectativa média de tempo para este paciente melhorar. Este sistema de avaliação é o único, hoje, capaz de prever o prognóstico dos pacientes.

O Método McKenzie abrange um protocolo de avaliação tão detalhado que consegue colher mais informações do que exames de imagem (estes são feitos em posições estáticas) e determinar qual será o tratamento mais adequado.

Cada paciente receberá um exercício específico, de acordo com a resposta que apresentou no exame. Isto também diferencia o método de outros sistemas de avaliação, seja na área médica ou fisioterapêutica. Unindo estes quesitos, temos aí um sistema que envolve avaliação, diagnóstico e terapia mecânica, que fazem o Método McKenzie abordar cada indivíduo, de maneira completa.

Como é feita a avaliação

Esta etapa tem a função de diagnosticar cada caso e dar ao Fisioterapeuta especializado e a seu paciente, a noção do tempo de tratamento necessário. Em raros casos, o paciente poderá não responder ao tratamento mecânico e, com isto, ser encaminhado.

São necessárias em média 4 a 6 visitas, para avaliar e tratar o paciente, sendo a maioria dos casos resolvida nas 4 primeiras.

Quem pode ser tratado com o Método?

Pessoas de todas as faixas etárias, sedentárias ou atletas, com sintomas agudos ou crônicos, que tenham ou não passado por cirurgias ortopédicas.

O Método trata apenas a Coluna Vertebral?

Não!

Trata tanto dores articulares da coluna – cervical, torácica ou lombar – como também: ombro, cotovelo, punho e mãos ou quadril, joelhos, tornozelos e pés.

Tempo de Tratamento

O tempo médio de tratamento varia entre 1 e 3 meses.

Condições agudas apresentam rápida resposta no primeiro mês – 74% centralizam.

Pacientes mais jovens, com hábito postural ruim, têm condições mais simples e chance de rápida melhora, quando comprometidos com o tratamento.

Casos crônicos não significam tratamento demorado

Pacientes com sintomas por mais de 3 meses podem responder no primeiro mês ou gastar entre 3 e 6 meses até a completa resolução. 42% centralizam e, por isso, têm melhora rápida.

Após o Tratamento: E Agora?

Terminadas as fases do tratamento, passando pela resolução do problema e a recuperação completa da função, o paciente necessita manter seu exercício básico 1 a 2 vezes por dia, como prevenção.

O exercício de manutenção é definido por seu fisioterapeuta especialista em MDT e reduz em até 70% as chances de recorrências.

O Método além do Tratamento Mecânico

O papel do Método é dar ao fisioterapeuta e aos seus pacientes, noção real de sua condição clínica e propor o tratamento mecânico mais adequado. Assim, é possível otimizar o tempo de recuperação e avaliar a necessidade do tratamento conservador ou de outras abordagens, como a intervenção medicamentosa, procedimentos médicos ou, em raros casos, cirurgia.

Escolhi trabalhar com este Método, pois com o seu conhecimento e experiência clínica, posso oferecer informação, segurança e eficácia na solução e na tomada de decisão sobre os problemas dos meus pacientes, para tranqüilizá-los e orientá-los de forma individualizada sobre o melhor caminho a seguir.

O tratamento se dá através da parceria que faço com meu paciente, de forma que ele, primeiramente, compreenda a causa dos seus sintomas, para então tratá-la com autonomia e independência.

Corina Pittella – Fisioterapeuta

Diplomada em Mechanical Diagnosis and Therapy

The McKenzie Institute International

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