Qual a Relação Entre Dores Físicas e Emocionais?

Qual a Relação Entre Dores Físicas e Emocionais?

Já vivenciou alguma situação ou conhece alguém que estava com dores de cabeça ou musculares muito intensas, foi ao médico, fez exames, mas não encontrou razão que pudesse justificar aquelas ocorrências? Ou então, já sentiu muita dor nos ombros quando teve que enfrentar alguma situação muito complexa?

Grande parte desses casos podem ser explicados pela relação que pode existir entre dores emocionais e físicas.

Quais partes do corpo são afetadas pelas dores emocionais?

Esse é um campo amplamente estudado pela ciência e ainda há muito potencial para novas descobertas. A cientista Dra. Susanne Babbel, psicóloga bastante conhecida nesse ramo de estudos, mostra que as dores, em especial as crônicas, podem ter causas emocionais e psicológicas.

De acordo com a Dra. Babbel, em seu artigo intitulado “The connections between emotional stress, trauma and physical pain” (As conexões entre estresse emocional, trauma e dor física), antes a ciência considerava corpo e mente como compartimentos separados, o que vem sendo desconstruído a cada dia por novas descobertas.

Ainda com base nas afirmações da especialista, algumas das partes do corpo que indicam sofrimentos emocionais são a cabeça, o pescoço, as costas, quadris, estômago e articulações, sendo cada um acionado durante ou após uma determinada situação de estresse ou desequilíbrio de ordem emocional.

Como a interação entre corpo e mente acontece?

Provar a relação linear entre problemas emocionais e o que sentimos no corpo é complicado e não é por acaso que este ainda é um campo da ciência com enorme potencial de evolução.

Entretanto, várias evidências concretas de que existe relação já foram descobertas por pesquisadores e são relativamente simples de entender. Um exemplo clássico é o das dores musculares.

Esse tipo de dor pode decorrer de tensão acumulada e rigidez em um momento de muito estresse e pressão; alterações hormonais decorrentes de alterações e reações emocionais; mudanças posturais comuns em momentos de tristeza e medo, por exemplo. Pode acontecer também por uma síndrome que tem sido estudada, conhecida como Síndrome da Conversão.

Se mantidas por um período de tempo muito longo, essas reações físicas podem se tornar cada vez mais intensas e difíceis de tratar.

Como deve ser o tratamento nesses casos?

Como em todo momento da nossa vida, pensar positivo e buscar identificar, inclusive, o lado bom de algum sofrimento, é importante. A dor é a forma do corpo mostrar que algo ruim está acontecendo e merece atenção. Essa sensação nos indica que ainda há tempo de agir para corrigir aquilo que faz mal!

Portanto, ao perceber uma dor, não busque apenas a cura imediata dos sintomas. Se esforce para compreender as razões que levaram seu corpo a senti-la e as possibilidades de cura efetiva, que podem envolver diversos tratamentos com caráter multidisciplinar.

Tratamentos holísticos, nesses casos, podem ter resultados muito significativos. Por considerar o ser humano como um ser integral, formado pela relação de unidade entre corpo, mente, alma e espírito, é capaz de tratar as doenças de forma profunda, auxiliando para que cada um identifique as causas e as ferramentas que possui, em si mesmo, para enfrentar os problemas.

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