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Burnout cresceu mais de 800% em quatro anos. Como a NR-1 pode ajudar empresas a agir antes da crise?

  • Foto do escritor: Holos
    Holos
  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura
Vista de cima para baixo de uma pessoa sentada em uma mesa rosa, segurando uma caneca de café e um smartphone ao lado de um teclado branco.

Nos últimos anos, o burnout deixou de ser tratado como um problema isolado para se tornar uma preocupação crescente dentro das empresas. Os números ajudam a entender a dimensão dessa mudança. Dados recentes da Previdência Social mostram que os afastamentos relacionados à síndrome cresceram mais de 823% em apenas quatro anos no Brasil, saltando de pouco mais de 800 casos registrados em 2021 para mais de 7.500 afastamentos em 2025.


Ao mesmo tempo, pesquisas recentes indicam que sete em cada dez trabalhadores apresentam risco de burnout, especialmente em setores marcados por pressão constante, alta demanda emocional e rotinas intensas. Esses números mostram que o esgotamento profissional deixou de ser uma exceção. Ele está cada vez mais próximo da rotina das organizações.

Mas existe um problema importante nessa discussão. O burnout raramente começa quando o colaborador se afasta, na maioria dos casos, ele começa muito antes.


O desgaste costuma aparecer gradualmente. Primeiro surgem a dificuldade de concentração, a sensação constante de cansaço, a irritabilidade, a dificuldade de recuperação após o expediente e a sensação de estar permanentemente disponível. Depois aparecem os conflitos, a queda de produtividade, o aumento da rotatividade, o absenteísmo e, em muitos casos, o afastamento.

É justamente nesse contexto que a entrada em vigor da atualização da NR-1 ganha importância.


Mãos digitando em um laptop com ícones brancos de fluxo de trabalho e uma grande marca de seleção, sugerindo aprovação online ou conclusão de tarefa.

Embora muitas empresas tenham interpretado a norma apenas como uma obrigação regulatória, existe uma mudança conceitual acontecendo. A lógica passa a ser menos reativa e mais preventiva. A discussão deixa de acontecer apenas quando existe adoecimento e passa a considerar também os fatores organizacionais que favorecem esse desgaste.


Isso é particularmente importante porque o burnout moderno raramente está associado apenas ao excesso de horas trabalhadas. Hoje, o problema costuma estar relacionado a ambientes marcados por hiperconectividade, pressão contínua, metas irreais, falta de autonomia, liderança despreparada e dificuldade constante de desconexão.


O trabalho mudou e as formas de adoecimento também. Nesse novo cenário, criar estruturas contínuas de cuidado deixa de ser apenas uma ação de bem-estar e passa a funcionar também como estratégia preventiva. Organizações que investem em acesso facilitado ao cuidado emocional, apoio contínuo, fortalecimento de lideranças e iniciativas recorrentes conseguem identificar sinais mais cedo e agir antes que o problema cresça.


Mais do que reduzir afastamentos, empresas que fortalecem saúde emocional tendem a criar ambientes mais sustentáveis, melhorar retenção e aumentar a experiência das equipes.


Slide corporativo roxo com uma mulher em frente a um computador e blocos de texto em português para aconselhamento digital, programas presenciais e relatórios.

A Holos apoia empresas justamente nessa construção. Por meio de consultório individual, ações InCompany e iniciativas contínuas de cuidado, ajudamos organizações a transformar prevenção em algo prático, recorrente e conectado à realidade atual do trabalho.

Porque burnout raramente começa no afastamento, ele começa muito antes.


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